Algo de estranho no ar. Já faz algum tempo alterno na
vontade de voltar a ser mais ativo nos bares para resolver os problemas do
mundo, ou ficar absorto em minha pseudo solidão. Aparentemente não havia
motivação clara, mas algo me impelia a questionar e analisar melhor as
informações diversas e desencontradas que lia. Coincidentemente, essas “crises”
ocorreram em momentos que atravessei fases complicadas emocionalmente, que
resultaram em uma doença psicossomática incurável que causa dores físicas
lancinantes. Nesses intervalos de dores inenarráveis sinto desejo de deixar
algum registro que possa inspirar alguma frase de efeito na minha lápide...
felizmente as dores reduzem e a vida continua fugazmente, adiando qualquer
iniciativa de me imortalizar.
Obviamente não quero comparar, mas lendo o texto do Oliver
Sacks do NY Times solidarizei-me imediatamente aos sentimentos que ele
descreveu, mesmo não tendo uma doença terminal, porém sabendo que terei dores
eternas, animei-me a escrever esse texto como uma abertura dos trabalhos do
blog, ainda na versão Beta.
Assim como ele, sinto uma enorme gratidão por tudo que já me
aconteceu!
Mas diferentemente dele, ainda tenho tempo e gás para
incitar pequenas discussões, ainda que não em mesas pegajosas de ambientes
etílicos, e sim através de pequenos artigos camuflado pela grande rede digital.
Quero saber o que meus amigos e amigas pensam sobre o que vivemos, assistimos e
lemos, não como uma ação entre iguais, mas apresentando suas ideias para
confrontar as diferenças, procurando compreendê-las. Vejam que isso não
significa concordar com o outro, mas minimamente observar sob uma ótica
diferente, despidos de pré-conceitos, agnosticamente. Podemos, assim, defender
nossas opiniões e construir uma outra consciência que nos deixe mais
compreensivos.
Oxalá essa forma de aproximar meus amigos, mesmo que seja
permeado por uma grande distância física, desperte a vontade e coragem de nos
expor através de ideias, abertos a receber críticas e nos tornar melhores!
Vejam os links das matérias sobre Oliver Sacks:
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